O Santos divulgou nota oficial na manhã da quarta-feira para explicar a demissão de Dorival Júnior. Assinado pelo presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o comunicado culpa a "autoridade excessiva" do treinador pelo fim de seu ciclo à frente da equipe, iniciado no começo de 2010.
O documento explica que a decisão foi tomada no início da noite de terça-feira em reunião da diretoria com Dorival. Em suas palavras, Luis Álvaro alega que o Santos não pretendia manter "ninguém se julgue maior do que o Santos".
Em meio ao que chamou de "crise de autoridade", a cúpula alvinegra explicou que já tinha dado como "página virada" o afastamento de Neymar (cujo nome não é citado diretamente). Porém, nova suspensão do atacante sem "conhecimento prévio da diretoria e da presidência" foi encarada como falta de flexibilidade.
Confira o comunicado do Santos na íntegra:
Informamos que Dorival Jr. não é mais técnico do Santos FC.
A decisão foi tomada em reunião entre a diretoria e o treinador, no começo da noite de ontem.
Houve uma crise de autoridade excessiva por parte da comissão técnica e quebra de confiança. Não foi feito o que estava acordado com a diretoria, numa demonstração de absoluta falta de flexibilidade.
Aos fatos:
a) Após o jogo contra o Atlético Goianiense, Dorival Junior teve conhecimento da punição definida pelo Clube e a acatou;
b) Surpreendentemente, 24 horas depois, o técnico exigiu uma suspensão do atleta por 15 dias;
c) Houve um esforço de conciliação da Presidência e da Diretoria para viabilizar o pedido do técnico, o que resultou no afastamento do atleta do jogo contra o Guarani;
d) Na tarde da última segunda-feira, uma conversa entre a Presidência e Dorival Junior colocou um fim no triste episódio, com o compromisso de ambos de que o assunto era página virada;
e) Novamente, de forma surpreendente e intempestiva, na tarde de ontem, Dorival Junior tomou uma decisão sem o conhecimento prévio da Diretoria e da Presidência, numa decisão oposta à que havia sido acordada.
Assim, considerando que mais de uma vez Dorival Jr. quebrou a hierarquia do clube, a sua permanência ficou insustentável.
Reiteramos que não toleramos atos de indisciplina dos nossos atletas, mas também não podemos concordar que ninguém se julgue maior do que o Santos FC.
Em concordância mútua, as partes abriram mão do pagamento de multa pela rescisão.
Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro
Presidente do Santos FC
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Convivência com Dorival ficou insuportável, afirma santista
Horas depois de anunciar a saída do treinador Dorival Júnior, a diretoria do Santos convocou uma entrevista na Vila Belmiro para dar mais detalhes do caso e negar que o técnico tenha sido demitido após polêmica com o atacante Neymar. Nesta quarta-feira, o diretor de futebol do clube, Pedro Luiz Nunes Conceição, disse que a decisão pela quebra de contrato foi um acordo entre as partes e justificou a quebra do vínculo pela relação nos últimos dias: "a convivência ficou insuportável".
No mesmo dia em que a equipe encara o Corinthians no clássico da Vila Belmiro, com a volta de Neymar, o clube da Baixada Santista responsabilizou apenas o treinador pela troca de comando, devido ao seu comportamento nos últimos dias após o caso de indisciplina do jogador no duelo da última quarta-feira, contra o Atlético-GO. Na ocasião, o camisa 11 ficou revoltado por ser barrado na cobrança de um pênalti e desrespeitou companheiros e Dorival com xingamentos.
"Cerca de 24 horas após a primeira punição dos acontecimentos da semana passada (afastamento do jogador do duelo contra o Guarani no domingo e multa financeira), nós passamos a não mais enxergar um Dorival Júnior de diálogo e participativo das decisões. Foi uma mudança de comportamento que nos deixou atônitos", disse o dirigente, sem poupar críticas ao ex-funcionário do clube. "Dorival Júnior se tornou outra pessoa desde a quinta-feira da semana passada".
Na entrevista, Conceição disse que se mostrou surpreso com a mudança no rumo das negociações, já que teria acordado com o treinador promover a volta de Neymar contra o Corinthians. No entanto, o treinador decidiu por manter o veto ao atacante, antes de se desligar do clube.
"Em função das providências que foram adotadas em conjunto com a comissão técnica, pensávamos que o assunto estivesse encerrado e 24 horas depois tivemos uma posição diferente. Houve uma quebra de hierarquia", completou o diretor. "Não é só o elenco que gostava dele. Nós também. Não entendemos repentinamente, 24 horas depois, e passamos a não enxergar mais diálogo, participação. Jogador afastado não treina com o grupo! Ele treinou segunda, terça, estava com quem ia se concentrar". O diretor reforçou que Dorival não comunicou à cúpula que Neymar estava fora do duelo com o Corinthians.
Na opinião do diretor de futebol e da cúpula santista, a manutenção do veto a Neymar foi "algo sem sentido", fato que motivou a saída de Dorival da Vila Belmiro. "O técnico foi consultado (sobre a ida do atacante até Campinas), achou a ideia excelente e o ambiente estava muito bom em Campinas. Portanto, nao fazia nenhum sentido esperar uma outra decisão do técnico, daquilo que o bom senso sinalizava e que foi acordado com a diretoria do clube. O técnico tinha a responsabilidade e a obrigação de colocar a sua ideia e não fez".
Em várias de suas respostas, Pedro Luiz Nunes Conceição fez questão de deixar claro que a direção do clube se colocou acima das posições do treinador. "Temos pontos de vista firmados. Não precisamos perguntar ao técnico se ele concorda ou não. Comunicamos (na quinta-feira passada) qual seria a punição e ele tinha a responsabilidade e a obrigação, com a experiência que tem, de colocar para a diretoria. Isso não aconteceu e essa posição só ocorreu 24 horas depois, o que já nos deixou por demais insatisfeitos", observou.
Enigmático em alguns momentos, Pedro fez uma metáfora à mudança de comportamento de Dorival, deixando claro que o assunto Neymar, na visão da diretoria, não devia ser tratado pelo treinador. "Não estava combinado que ele (o técnico) ia bater esse pênalti. E ele quis bater".
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Em casa, Figueirense perde do América-MG e vê liderança ameaçada
O Figueirense recebeu o América-MG nesta terça-feira, e decepcionou a torcida que compareceu ao Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. A equipe catarinense foi derrotada por 1 a 0 e, mesmo com o revés, segue na liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. A ponta, porém, pode passar de mãos com o prosseguimento da 22ª rodada.
O time de Florianópolis pode perder a primeira colocação caso o Coritiba derrote a Portuguesa em seu retorno ao Couto Pereira. A liderança pode abandonar o Figueirense também se houver triunfo no confronto entre Ponte Preta e Bahia, em Campinas. Ambos os duelos estão marcados para sábado.
A situação da equipe da casa ficou complicada no segundo tempo, quando atuou com um jogador a menos. Maicon foi expulso aos 45min da etapa iniclal após entrada dura em Leandro Ferreira.
Já o América-MG, que contou com gol de Fábio Júnior para derrotar o líder Figueirense, assume a terceira posição da Série B. O time de Belo Horizonte chegou a 37 pontos.
O jogo
Melhor no meio de campo, o América-MG teve uma boa chance para abrir o placar logo aos 5min, quando Preto levou a bola na entrada da área, mas Jean Batista bateu de primeira, por cima do travessão.
Depois do bom início foi a vez do Figueirense tomar conta da partida. E, para isso, contou com a ajuda do América-MG, que não parou de errar passes e permitir os contra-ataques. Micão, em cima da linha, impediu o gol alvinegro ao tirar a bola cabeceada por Willian.
Porém, o time comandado por Márcio Goiano abusou dos erros de finalizações. Assim, Juninho criava as melhores jogadas da equipe da casa, mas via os companheiros de ataque desperdiçando a maioria delas. Vale destacar que o goleiro Flávio fez defesas importantes.
Melhor no duelo, o Figueirense ficou com um a menos a partir dos 46min. Maicon foi expulso depois de entrar duro em Leandro Ferreira. Apesar das reclamações exageradas do time alvinegro, a marcação da falta e a aplicação do cartão vermelho foram acertadas.
Com a vantagem numérica, o América-MG voltou do intervalo ousado (com um atacante no lugar de um volante), enquanto o Figueirense precisou ser mais cauteloso e, para isso, perdeu o atacante Reinaldo.
Gabriel, de cabeça, viu Wilson dar um tapa na bola antes de a mesma carimbar o travessão. Era a primeira grande chance mineira na segunda etapa. Willian, do outro lado, também perdeu boa chance. Tentou ajeitar bonito e bateu torto na bola.
Mas o gol do América-MG era questão de tempo. Aos 26min ele saiu de uma linda jogada do experiente Fábio Júnior. Diego recebeu a bola, passou pelo goleiro, cruzou e o atacante, de calcanhar, completou para o fundo da rede.
O América-MG administrou o jogo, trabalhando a bola e vendo o tempo passar. Já o Figueirense até tentou, mas não teve poder de reação, ainda mais quando passou a ouvir as vaias da torcida.
O time de Florianópolis pode perder a primeira colocação caso o Coritiba derrote a Portuguesa em seu retorno ao Couto Pereira. A liderança pode abandonar o Figueirense também se houver triunfo no confronto entre Ponte Preta e Bahia, em Campinas. Ambos os duelos estão marcados para sábado.
A situação da equipe da casa ficou complicada no segundo tempo, quando atuou com um jogador a menos. Maicon foi expulso aos 45min da etapa iniclal após entrada dura em Leandro Ferreira.
Já o América-MG, que contou com gol de Fábio Júnior para derrotar o líder Figueirense, assume a terceira posição da Série B. O time de Belo Horizonte chegou a 37 pontos.
O jogo
Melhor no meio de campo, o América-MG teve uma boa chance para abrir o placar logo aos 5min, quando Preto levou a bola na entrada da área, mas Jean Batista bateu de primeira, por cima do travessão.
Depois do bom início foi a vez do Figueirense tomar conta da partida. E, para isso, contou com a ajuda do América-MG, que não parou de errar passes e permitir os contra-ataques. Micão, em cima da linha, impediu o gol alvinegro ao tirar a bola cabeceada por Willian.
Porém, o time comandado por Márcio Goiano abusou dos erros de finalizações. Assim, Juninho criava as melhores jogadas da equipe da casa, mas via os companheiros de ataque desperdiçando a maioria delas. Vale destacar que o goleiro Flávio fez defesas importantes.
Melhor no duelo, o Figueirense ficou com um a menos a partir dos 46min. Maicon foi expulso depois de entrar duro em Leandro Ferreira. Apesar das reclamações exageradas do time alvinegro, a marcação da falta e a aplicação do cartão vermelho foram acertadas.
Com a vantagem numérica, o América-MG voltou do intervalo ousado (com um atacante no lugar de um volante), enquanto o Figueirense precisou ser mais cauteloso e, para isso, perdeu o atacante Reinaldo.
Gabriel, de cabeça, viu Wilson dar um tapa na bola antes de a mesma carimbar o travessão. Era a primeira grande chance mineira na segunda etapa. Willian, do outro lado, também perdeu boa chance. Tentou ajeitar bonito e bateu torto na bola.
Mas o gol do América-MG era questão de tempo. Aos 26min ele saiu de uma linda jogada do experiente Fábio Júnior. Diego recebeu a bola, passou pelo goleiro, cruzou e o atacante, de calcanhar, completou para o fundo da rede.
O América-MG administrou o jogo, trabalhando a bola e vendo o tempo passar. Já o Figueirense até tentou, mas não teve poder de reação, ainda mais quando passou a ouvir as vaias da torcida.
Santo André vence Paraná e dorme fora da zona de rebaixamento
Tentando fugir da zona de rebaixamento, o Santo André recebeu o Paraná Clube na noite desta terça-feira, no Estádio Bruno José Daniel, pela 22ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Em um jogo movimentado e com muitas chances de gol, o time paulista venceu por 3 a 1, encerrando um jejum de três partidas sem vitórias.
Com o resultado, a equipe chegou aos 24 pontos e saiu da zona de rebaixamento, ocupando provisoriamente a 16ª colocação. O time do ABC, porém, pode voltar a figurar entre os quatro últimos caso Vila Nova ou Bragantino vençam seus jogos no complemento da rodada. Já os visitantes permanecem com 28, em 12º, cada vez mais próximos da zona da degola.
Precisando da vitória, o Santo André tomou a iniciativa e teve mais volume de jogo, acuando os visitantes no campo defensivo. O time paranaense, que teve no goleiro Juninho o seu principal jogador na etapa inicial, procurava explorar as jogadas de contra-ataque.
O primeiro lance de perigo aconteceu logo aos 2min. Aloísio recebeu passe dentro da área e bateu cruzado. O goleiro tricolor, bem posicionado, fez a defesa. Aos 21min, Andrezinho fez boa jogada pela esquerda e levantou na área do Paraná. Livre de marcação no segundo pau, Xuxa tentou o toque de cabeça, mas mandou por cima.
Aos 33min, em jogada parecida pelo lado esquerdo, o mesmo Xuxa recebeu cruzamento e mergulhou para cabecear. No entanto, o jogador pegou mal na bola, o que facilitou a defesa de Juninho.
Três minutos mais tarde, Anderson Gomes fez boa jogada individual e foi derrubado na entrada da área. O árbitro chegou a apontar para a marca do pênalti, mas foi corrigido pela assistente e assinalou a falta.
Na sequência, já aos 37min, Xuxa cobrou a falta e mandou a bola na cabeça de Borebi. Dentro da pequena área, sem marcação, o atacante apenas desviou para o fundo das redes para abrir o marcador na cidade do ABC.
Não deu nem tempo de comemorar. No minuto seguinte, Murilo fez cruzamento pelo lado direito. Júlio César calculou mal a trajetória da bola e ficou no meio do caminho. Wanderson aproveitou e cabeceou no canto esquerdo, igualando o marcador.
O segundo tempo começou quente. No primeiro minuto, William recebeu bom passe dentro da área e tocou na saída de Júlio César, mas exagerou na dose e mandou para fora, desperdiçando boa chance de virar a partida.
O Paraná foi punido por isso. Aos 6min, após boa trama do ataque anfitrião, Anderson Gomes recebeu de Xuxa na entrada da área, dominou e emendou no canto direito de Juninho. O goleiro pulou para fazer a defesa, mas não achou nada e viu o time da casa voltar a ficar na frente.
Aos 25min foi a vez de Júlio César aparecer com destaque. Após cobrança de lateral pelo lado esquerdo, Leandro Bocão desviou e a bola sobrou para William, perto da marca do pênalti. O jogador chutou de primeira, mas o arqueiro do Santo André saiu muito bem e impediu o novo empate.
Aos 32min, Gil fez boa jogada pela direita e cruzou para trás. Apesar de livre de marcação, o jogador não pegou bem na bola e cabeceou por cima do gol. Um minuto depois, também em jogada área, só que do Paraná, Anderson Aquino recebeu cruzamento e cabeceou no chão, no canto direito, para excelente defesa, em dois tempos, de Júlio César.
Aos 35min, em jogada de contra-ataque, o Santo André ampliou. Contando com um pouco de sorte, Aloísio deu um bonito drible em Serginho, penetrou na área pelo lado direito e chutou de bico, no ângulo esquerdo de Juninho, que nada pôde fazer.
Em noite inspirada, o time da casa ainda teve outras oportunidades para aumentar o marcador, assim como o Paraná, que carimbou a trave aos 44min com Anderson Aquino, mas o resultado permaneceu o mesmo até o fim.
Na próxima rodada, que terá todos os jogos na terça, o Santo André enfrenta a Portuguesa, no Estádio do Canindé, às 19h30 (de Brasília). O Paraná, por sua vez, recebe na Vila Capanema o Duque de Caxias, às 21h50
Com o resultado, a equipe chegou aos 24 pontos e saiu da zona de rebaixamento, ocupando provisoriamente a 16ª colocação. O time do ABC, porém, pode voltar a figurar entre os quatro últimos caso Vila Nova ou Bragantino vençam seus jogos no complemento da rodada. Já os visitantes permanecem com 28, em 12º, cada vez mais próximos da zona da degola.
Precisando da vitória, o Santo André tomou a iniciativa e teve mais volume de jogo, acuando os visitantes no campo defensivo. O time paranaense, que teve no goleiro Juninho o seu principal jogador na etapa inicial, procurava explorar as jogadas de contra-ataque.
O primeiro lance de perigo aconteceu logo aos 2min. Aloísio recebeu passe dentro da área e bateu cruzado. O goleiro tricolor, bem posicionado, fez a defesa. Aos 21min, Andrezinho fez boa jogada pela esquerda e levantou na área do Paraná. Livre de marcação no segundo pau, Xuxa tentou o toque de cabeça, mas mandou por cima.
Aos 33min, em jogada parecida pelo lado esquerdo, o mesmo Xuxa recebeu cruzamento e mergulhou para cabecear. No entanto, o jogador pegou mal na bola, o que facilitou a defesa de Juninho.
Três minutos mais tarde, Anderson Gomes fez boa jogada individual e foi derrubado na entrada da área. O árbitro chegou a apontar para a marca do pênalti, mas foi corrigido pela assistente e assinalou a falta.
Na sequência, já aos 37min, Xuxa cobrou a falta e mandou a bola na cabeça de Borebi. Dentro da pequena área, sem marcação, o atacante apenas desviou para o fundo das redes para abrir o marcador na cidade do ABC.
Não deu nem tempo de comemorar. No minuto seguinte, Murilo fez cruzamento pelo lado direito. Júlio César calculou mal a trajetória da bola e ficou no meio do caminho. Wanderson aproveitou e cabeceou no canto esquerdo, igualando o marcador.
O segundo tempo começou quente. No primeiro minuto, William recebeu bom passe dentro da área e tocou na saída de Júlio César, mas exagerou na dose e mandou para fora, desperdiçando boa chance de virar a partida.
O Paraná foi punido por isso. Aos 6min, após boa trama do ataque anfitrião, Anderson Gomes recebeu de Xuxa na entrada da área, dominou e emendou no canto direito de Juninho. O goleiro pulou para fazer a defesa, mas não achou nada e viu o time da casa voltar a ficar na frente.
Aos 25min foi a vez de Júlio César aparecer com destaque. Após cobrança de lateral pelo lado esquerdo, Leandro Bocão desviou e a bola sobrou para William, perto da marca do pênalti. O jogador chutou de primeira, mas o arqueiro do Santo André saiu muito bem e impediu o novo empate.
Aos 32min, Gil fez boa jogada pela direita e cruzou para trás. Apesar de livre de marcação, o jogador não pegou bem na bola e cabeceou por cima do gol. Um minuto depois, também em jogada área, só que do Paraná, Anderson Aquino recebeu cruzamento e cabeceou no chão, no canto direito, para excelente defesa, em dois tempos, de Júlio César.
Aos 35min, em jogada de contra-ataque, o Santo André ampliou. Contando com um pouco de sorte, Aloísio deu um bonito drible em Serginho, penetrou na área pelo lado direito e chutou de bico, no ângulo esquerdo de Juninho, que nada pôde fazer.
Em noite inspirada, o time da casa ainda teve outras oportunidades para aumentar o marcador, assim como o Paraná, que carimbou a trave aos 44min com Anderson Aquino, mas o resultado permaneceu o mesmo até o fim.
Na próxima rodada, que terá todos os jogos na terça, o Santo André enfrenta a Portuguesa, no Estádio do Canindé, às 19h30 (de Brasília). O Paraná, por sua vez, recebe na Vila Capanema o Duque de Caxias, às 21h50
domingo, 12 de setembro de 2010
Rodada Brasileirão Série B
Sexta-Feira,10/09/2010
21h Aflitos
Náutico 0x2 Duque de Caxias
21h Coaracy da Mata Fonseca
ASA 2x0 Bragantino
21h Durival de Britto
Paraná 2x2 Ponte Preta
Sábado,11/09/2010
15h50 Arena do Jacaré
América-MG 1x1 Coritiba
15h50 Dario Leite
Guaratinguetá 0x1 Sport
15h50 Canindé
Portuguesa 1x0 Figuerense
18h30 Pituaçu
Bahia 3x1 Ipatinga
18h30 Serejão
Brasiliense 1x0 Santo André
18h30 Anacleto Campanela
São Caetano 1x0 América-RN
21h Mauro Sampaio
Icasa 1x4 Vila Nova-GO
21h Aflitos
Náutico 0x2 Duque de Caxias
21h Coaracy da Mata Fonseca
ASA 2x0 Bragantino
21h Durival de Britto
Paraná 2x2 Ponte Preta
Sábado,11/09/2010
15h50 Arena do Jacaré
América-MG 1x1 Coritiba
15h50 Dario Leite
Guaratinguetá 0x1 Sport
15h50 Canindé
Portuguesa 1x0 Figuerense
18h30 Pituaçu
Bahia 3x1 Ipatinga
18h30 Serejão
Brasiliense 1x0 Santo André
18h30 Anacleto Campanela
São Caetano 1x0 América-RN
21h Mauro Sampaio
Icasa 1x4 Vila Nova-GO
São Caetano marca no fim e supera América-RN
Em duelo de duas equipes que vêm em baixa na Série B do Campeonato Brasileiro, o São Caetano foi mais insistente e conseguiu vencer o América-RN por 1 a 0, com um gol do zagueiro Anderson Marques, anotado aos 39min do segundo tempo. Com o resultado, o clube potiguar segue agonizando na zona do rebaixamento, que agora é vista pelo time do ABC paulista à maior distância.
Ainda sem definir o treinador após o pedido de demissão de Lula Pereira, na última quarta-feira, o América-RN foi comandado pelo interino Carlos Moura, que não conseguiu fazer com que a equipe, agora há três jogos sem vitórias, melhorasse o futebol apresentado. Do lado azul, foi quebrado um jejum de seis jogos sem triunfos.
Na próxima rodada, o São Caetano jogará fora de casa, contra o Ipatinga. Já os potiguares jogam contra o líder Figueirense, também longe de seus domínios, no Orlando Scarpelli.
O jogo
A primeira etapa da partida evidenciava o momento instável das duas equipes. Jogando em casa, o São Caetano dominava a posse de bola, mas não conseguia criar grandes oportunidades. Enquanto isso, os visitantes apostavam nos contra-ataques, mas erravam em excesso.
Na etapa complementar, o cenário mudou e o que ficou evidente foi a necessidade das equipes em conquistar um resultado positivo. Antes do primeiro minuto, Luciano Mandi aproveitou indecisão da defesa americana, tocou de cabeça e deu trabalho ao goleiro Rodolpho, que espalmou para escanteio.
A resposta veio aos 14min, quando o lateral direito Thony recebeu lançamento de Cristiano Alagoano nas costas da zaga, passou pelo goleiro Luiz e só não fez o primeiro porque Anderson Marques salvou em cima da linha.
Percebendo o equilíbrio da partida, os dois técnicos modificaram suas equipes para tentar o gol que traria a vitória. No time da casa, Jairo, João Paulo (que fez sua estreia) e Kleber ganharam os lugares de Fernandes, Luciano Mandi e Fábio. Do lado nordestino, entraram Saulo, Alberto e Airton nas vagas de Juca, Cristiano Alagoano e Douglas Silva.
Quem se deu melhor com as mudanças foi o São Caetano, que já havia dado trabalho a Rodolpho em finalizações de Artur e Ailton quando Anderson Marques recebeu cruzamento da direita de Everton Ribeiro e completou de voleio, sem chances para o arqueiro, definindo o resultado do jogo e tranquilizando o técnico Sérgio Guedes.
Ainda sem definir o treinador após o pedido de demissão de Lula Pereira, na última quarta-feira, o América-RN foi comandado pelo interino Carlos Moura, que não conseguiu fazer com que a equipe, agora há três jogos sem vitórias, melhorasse o futebol apresentado. Do lado azul, foi quebrado um jejum de seis jogos sem triunfos.
Na próxima rodada, o São Caetano jogará fora de casa, contra o Ipatinga. Já os potiguares jogam contra o líder Figueirense, também longe de seus domínios, no Orlando Scarpelli.
O jogo
A primeira etapa da partida evidenciava o momento instável das duas equipes. Jogando em casa, o São Caetano dominava a posse de bola, mas não conseguia criar grandes oportunidades. Enquanto isso, os visitantes apostavam nos contra-ataques, mas erravam em excesso.
Na etapa complementar, o cenário mudou e o que ficou evidente foi a necessidade das equipes em conquistar um resultado positivo. Antes do primeiro minuto, Luciano Mandi aproveitou indecisão da defesa americana, tocou de cabeça e deu trabalho ao goleiro Rodolpho, que espalmou para escanteio.
A resposta veio aos 14min, quando o lateral direito Thony recebeu lançamento de Cristiano Alagoano nas costas da zaga, passou pelo goleiro Luiz e só não fez o primeiro porque Anderson Marques salvou em cima da linha.
Percebendo o equilíbrio da partida, os dois técnicos modificaram suas equipes para tentar o gol que traria a vitória. No time da casa, Jairo, João Paulo (que fez sua estreia) e Kleber ganharam os lugares de Fernandes, Luciano Mandi e Fábio. Do lado nordestino, entraram Saulo, Alberto e Airton nas vagas de Juca, Cristiano Alagoano e Douglas Silva.
Quem se deu melhor com as mudanças foi o São Caetano, que já havia dado trabalho a Rodolpho em finalizações de Artur e Ailton quando Anderson Marques recebeu cruzamento da direita de Everton Ribeiro e completou de voleio, sem chances para o arqueiro, definindo o resultado do jogo e tranquilizando o técnico Sérgio Guedes.
Acosta marca e dá vitória ao Brasiliense contra o Santo André
Com um gol de pênalti do uruguaio Acosta, aos 38min do segundo tempo, o Brasiliense bateu o Santo André por 1 a 0 no Serejão, pela 21ª rodada da Série B e abriu seis pontos de vantagem para a equipe paulista, a primeira a ser rebaixada caso o campeonato terminasse agora.
A vitória deixou o time candango na 14ª posição com 27 pontos, enquanto o adversário tem apenas 21 e é o 17º. Na próxima sexta-feira, às 21h (de Brasília), o Brasiliense enfrenta o Duque da Caxias, em São Januário, enquanto o Santo André pega o Paraná, no Bruno José Daniel, já na terça-feira, no mesmo horário.
O jogo - Logo aos 2min, Aloísio ganhou no corpo, chutou no canto direito do goleiro e abriu o placar, mas o juiz anulou a jogada, alegando falta do atacante. Jogando com seu terceiro uniforme, formado pela camisa em homenagem ao dia do rock, calções e meias pretas, o time da casa não levava perigo ao gol de Júlio César no principio da etapa inicial, mas o rival também não fazia o goleiro Gatti trabalhar.
A primeira boa chance dos anfitriões foi com Thiaguinho, em uma cobrança de falta da meia-lua que passou por cima da trave adversária. Em seguida, os visitantes responderam com uma batida de muito longe do atacante Anderson Gomes.
Apenas aos 35min uma chance mais aguda aconteceu na partida, com o lateral esquerdo William pegando de primeira, mas passando longe da meta paulista.
Com as duas equipes errando muitos passes, houve poucas oportunidades de gol, e o árbitro mineiro Renato Cardoso da Conceição encerrou a primeira etapa sem dar nenhum acréscimo.
Na volta dos vestiários, o técnico Sérgio Soares fez uma alteração no Santo André, tirando Anderson Barros e colocando Marcelo Godri. O time voltou atacando mais e, logo aos 5min, tentou uma jogada ensaiada, que foi interceptada pela zaga adversária. Em seguida, Anderson Gomes ficou no mano a mano com Dezinho, mas a bola sobrou com o goleiro Gatti após uma boa cobertura do zagueiro.
A resposta dos donos da casa não demorou a vir. Aos 7min, Jean chegou à linha de fundo e cruzou para trás buscando Aloísio. A defesa paulista, porém, cortou antes que o atacante pudesse finalizar.
O jogo ganhava mais mobilidade, e o técnico Roberval Davino resolveu colocar o meio-campista uruguaio Acosta no Brasiliense, tirando o volante Deda.
Aos 15min, Thiaguinho rolou para William, que arrematou bem, mas a bola passou por cima de Júlio César. A reação veio com Makelelê, da ponta esquerda da área, mas Gatti fez boa defesa. Dez minutos depois, Cicinho cruzou para Acosta, mas o uruguaio, na cara do gol, acertou a bola de canela e perdeu a chance de abrir o placar.
O jogo caminhava para o empate quando Jonathan cruzou, aos 38min, e Aloísio acertou uma cabeçada, que foi desviada com a mão por Vitor Hugo, culminando em um pênalti marcado pelo árbitro. Acosta cobrou no canto esquerdo, fez 1 a 0 e definiu o placar para o Brasiliense.
A vitória deixou o time candango na 14ª posição com 27 pontos, enquanto o adversário tem apenas 21 e é o 17º. Na próxima sexta-feira, às 21h (de Brasília), o Brasiliense enfrenta o Duque da Caxias, em São Januário, enquanto o Santo André pega o Paraná, no Bruno José Daniel, já na terça-feira, no mesmo horário.
O jogo - Logo aos 2min, Aloísio ganhou no corpo, chutou no canto direito do goleiro e abriu o placar, mas o juiz anulou a jogada, alegando falta do atacante. Jogando com seu terceiro uniforme, formado pela camisa em homenagem ao dia do rock, calções e meias pretas, o time da casa não levava perigo ao gol de Júlio César no principio da etapa inicial, mas o rival também não fazia o goleiro Gatti trabalhar.
A primeira boa chance dos anfitriões foi com Thiaguinho, em uma cobrança de falta da meia-lua que passou por cima da trave adversária. Em seguida, os visitantes responderam com uma batida de muito longe do atacante Anderson Gomes.
Apenas aos 35min uma chance mais aguda aconteceu na partida, com o lateral esquerdo William pegando de primeira, mas passando longe da meta paulista.
Com as duas equipes errando muitos passes, houve poucas oportunidades de gol, e o árbitro mineiro Renato Cardoso da Conceição encerrou a primeira etapa sem dar nenhum acréscimo.
Na volta dos vestiários, o técnico Sérgio Soares fez uma alteração no Santo André, tirando Anderson Barros e colocando Marcelo Godri. O time voltou atacando mais e, logo aos 5min, tentou uma jogada ensaiada, que foi interceptada pela zaga adversária. Em seguida, Anderson Gomes ficou no mano a mano com Dezinho, mas a bola sobrou com o goleiro Gatti após uma boa cobertura do zagueiro.
A resposta dos donos da casa não demorou a vir. Aos 7min, Jean chegou à linha de fundo e cruzou para trás buscando Aloísio. A defesa paulista, porém, cortou antes que o atacante pudesse finalizar.
O jogo ganhava mais mobilidade, e o técnico Roberval Davino resolveu colocar o meio-campista uruguaio Acosta no Brasiliense, tirando o volante Deda.
Aos 15min, Thiaguinho rolou para William, que arrematou bem, mas a bola passou por cima de Júlio César. A reação veio com Makelelê, da ponta esquerda da área, mas Gatti fez boa defesa. Dez minutos depois, Cicinho cruzou para Acosta, mas o uruguaio, na cara do gol, acertou a bola de canela e perdeu a chance de abrir o placar.
O jogo caminhava para o empate quando Jonathan cruzou, aos 38min, e Aloísio acertou uma cabeçada, que foi desviada com a mão por Vitor Hugo, culminando em um pênalti marcado pelo árbitro. Acosta cobrou no canto esquerdo, fez 1 a 0 e definiu o placar para o Brasiliense.
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